segunda-feira, 19 de março de 2012

Jogo das Caixas: lógico-matemático


Como usar tampinhas de refrigerante para construir conceitos importantes?
Os grupos foram divididos com palitos de picolé coloridos...
Qual o grupo tem mais? Qual tem menos crianças?
Numeramos as crianças de cada grupo de 1 a 5...

Cada criança de cada grupo jogava o dado e tinha que ir ao monte pegar a quantidade de tampinhas sorteada...
A partir da segunda criança de cada grupo mais análises foram possíveis: juntar a quantidade sorteada antes com a atual, qual grupo tem mais agora? Quem tem mais tampinhas verdes?

As vezes contar se tornava um grande desafio e os colegas do grupo tinham que auxiliar. Por que será que antes deu outro resultado?
Vimos a importância de adotar uma sequência...

Quando todos se envolvem os questionamentos, argumentos e aprendizagens são mais significativas...

O grupo amarelo tinha menos participantes: como resolver isso? As opiniões foram momentos ricos de discussão e resolução de problemas...
E agora, como vamos ter certeza de qual grupo tem mais tampinhas?
Mais momentos ricos e envolventes...

O quantos somos foi feito com os palitos de picolé. Cada um escreveu sua primeira letra do nome perto do seu palito...
Que dia lindo!
Esse jogo, em que a cada rodada as caixas iam mudando de faixa foi a adaptação de uma ideia que infelizmente não recordamos a fonte(net, livro ou revista), caso lembremo contamos pra vocês...E lembramos que é importante sempre, por melhor que seja a ideia, verificar se ela é conveiniente aos seus pimpolhos, se será necessário alguma adaptação...Saber olhar, filtrar e aproveitar é o caminho que leva a momentos maravilhosos como os que tivemos e temos...
Beijocas de Nice e da Rô

terça-feira, 13 de março de 2012

CATARINA CHEP CHEP FAZ FAXINA


Foi assim: primeiro a entrada da Casinha de Bonecas foi transformada em uma Boca com Dentes e Língua...
Turminhas posicionadas em frente começou a história...

E Catarina Chep Chep deu a aula mais divertida de faxina, na casa de Dona Boca, é claro...

Até o tapete da casa foi "faxinado", uma belezura!

Quando a história terminou todos sentiram uma "necessidade" exorbitante de fazer com que suas "catarinas" fizessem uma vistosa faxina em suas sapecas donas boquinhas...com os movimentos corretos agora...

Em sala começamos fazendo Arte: cada um desenhou e recortou o corpo de sua Catarina...

E depois de muito jogo simbólico com um retângulo de papel branco cortara as cerdas para enfeitar suas escovinhas...

Escrever o nome CATARINA CHEP CHEP sobre os tracinhos analisando letras e sons coletivamente e relacionando com os nomes da turma foi divertido e nada cansativo...
Quantos somos? "È só contar as escovas, tia"
Então numeramos durante a contagem.

Finalizamos com desenho do momento da contação da história( cuja é de autoria da tia Rô) e colagem da Catarina no caderno.
Ah, todos escreveram o nome dela numa fichinha também...
Uma delícia de dia!
E não pára por aí, aguardem...

Beijocas cheirosas de Nice e da Rô

Oficina: Rotina e Jogos na Educação Infantil e Séries Iniciais...


Fomos convidadas a ministrar uma oficina na Escola Classe 04 de Planaltina. E foi linda!
A começar pela calorosa recepção e interesse das professoras em trocar ideias conosco...

Brincamos e verficamos juntas as múltiplas possibilidades dos jogos no desenvolvimento de habilidades psicomotoras, estruturações de conceitos matemáticos, letramento, registros com desenhos, escritas, a importância do nome próprio e explorações espaciais e temporais, análises diversas dentro de uma rotina pedagógica lúdica...

Amamos meninas!
Beijocas carinhosas de Nice e da Rô

quinta-feira, 8 de março de 2012

NOME PRÓPRIO: importância no letramento e alfabetização

Qual a importância do trabalho com o nome próprio?
Por que precisamos ter a lista dos nomes na sala de aula?
Em que crachás poderão ajudar?

Quem já sabe escrever o seu nome precisa trabalhar com nome próprio ainda?
Desenhos ao lado do nome ajuda ou atrapalha?
E as letras móveis servem para que?


Pode alfabetizar na Educação Infantil?
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/alfabetizar-educacao-infantil-pode-424823.shtml

***Os vídeos fazem parte da Revista Nova Escola***


Bom estudo, beijocas curiosas de Nice e da Rô

sexta-feira, 2 de março de 2012

O PRÍNCIPE DESENCANTADO...Identidade, Autonomia e mais um projeto nascendo!


Para iniciar o ano, queríamos uma história que despertasse nas crianças o cuidado e o respeito às personalidades de cada um...
A tia Telma deu a ideia e nós embarcamos...
Foi aí que um projeto começou a nascer...hehehe, mas depois falamos desse assunto...

Com dois bonecos "fantasiados" de principe e princesa, contamos a história O PRÍNCIPE DESENCANTADO de Flávio de Souza:
O primeiro beijo foi dado por um príncipe numa princesa que estava dormindo encantada há cem anos. Assim que foi beijada, ela acordou e começou a falar:

PRINCESA - Muito obrigada, querido príncipe. Você por acaso é solteiro?
PRÍNCIPE - Sim, minha querida princesa.
PRINCESA - Então nós temos que nos casar, já! Você me beijou, e foi na boca, afinal de contas não fica bem, não é mesmo?
PRÍNCIPE - É ... querida princesa.
PRINCESA - Você tem um castelo, é claro.
PRÍNCIPE - Tenho ... princesa.
PRINCESA - E quantos quar¬tos tem o seu castelo, posso saber?
PRÍNCIPE - Trinta e seis.
PRINCESA - Só? Pequeno, hein? Mas não faz mal, depois a gente faz umas reformas ... Deixa eu pensar quantas amas eu vou ter que contratar ... Umas quarenta eu acho que dá!
PRÍNCIPE - Tantas assim?
PRINCESA - Ora, meu caro, você não espera que eu vá gastar as minhas unhas varrendo, lavando e passando, não é?
PRÍNCIPE - Mas quarenta amas!
PRINCESA - Ah, eu não quero nem saber. Eu não pedi para ninguém vir aqui me beijar, e já vou avisando que quero umas roupas novas, as minhas devem estar fora de moda, afinal passaram-se cem anos, não é mesmo? E quero uma carruagem de marfim, sapatinhos de cristal e ... e ... jóias, é claro! Eu quero anéis, pulseiras, colares, tiaras, coroas, cetros, pedras preciosas, semipreciosas, pepitas de ouro e discos de platina!
PRÍNCIPE - Mas eu não sou o rei das Arábias, sou apenas um príncipe ...
PRINCESA - Não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu estava aqui dormindo e você veio e me beijou e agora vai querer que eu ande por aí como uma gata borralheira? Não, não e não, e outra vez não e mais uma vez não!

Tanto a princesa falou que o príncipe se arrependeu de ter ido até lá e a beijado. Então teve uma idéia. Esperou a princesa ficar distraída, se jogou sobre ela e deu outro beijo, bem forte. A princesa caiu imediatamente em sono profundo, e dizem que até hoje está lá, adormecida. Parece que a notícia se espalhou, e os príncipes passam correndo pela frente do castelo onde ela dorme, assobiando e olhando para o outro lado.


Ali mesmo interpretamos oralmente com as crianças e revelamos a surpresa que lhes esperava: coroas para as princesas e príncipes das duas turmas feitas com papel dupla face, glíter e lantejoulas...
É claro que aproveitamos para contextualizar o dia:
-Assistimos o filme "As princesas adormecidas- do dvd Escola de Princesas";
-Brincamos de "A linda rosa juvenil" interpretando e realcionando com a verdadeira história "A bela adormecida";
-Quantos Somos: contamos quantas princesas e quantos príncipes haviam na sala naquele dia, em grupos foram chamados à frente da sala e contados oralmente, o registro dos resultados foram escritos no quadro e no caderno;
-Exploramos e procuramos no texto resumo da história a palavra "principe";
-Ilustramos em papel camurça a história ouvida...
-E conversamos muito sobre hábitos e atitudes saudáveis e respeitosas...
Foi um dia brilhante!
Beijocas cintilantes de Nice e da Rô

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Oficina: Ludicidade


BRINCAR PRA QUE?
“A inteligência gosta de brincar. Brincando ela solta e fica mais inteligente ainda. Brinquedo é tônico para a inteligência. Mas se ela tem que fazer coisas que não são desafio ela fica preguiçosa e emburrecida.” Rubem Alves(Educação dos Sentidos)


E assim começamos mais uma oficina pedagógica.
Desta vez fomos convidadas pela coordenação do Proerd( um programa da Polícia Militar do DF).
Trocamos ideias sobre brincadeira, ludicidade levada a sério, sua importância na formação global da criança e relações necessárias com os pais, afinal, brincar não tem idade.
Foi um momento muito rico, todos se envolveram e participaram com dinamismo demonstrando interesse e conhecimentos pedagógicos indispensáveis para o trabalho que executam com os pequenos em nossas escolas.
Vamos postar aqui alguns desses agradáveis momentos e o texto da apostila que dispusemos para alguns no momento.

BRINCAR é essencial à saúde física, emocional e intelectual do ser humano. Brincar é coisa séria, porque na brincadeira a criança se reequilibra, recicla suas emoções e sacia sua necessidade de conhecer e reinventar a realidade. Tudo isso desenvolve atenção, concentração, autoestima, noção de espaço, forma, distância, pensamento simbólico, a aceitação de regras, socialização, pensamento lógico-matemático e diversas outras habilidades de acordo com o tipo de brincadeira.
PEDAGOGOS como, Froebel, Montessori e Decroly chamaram a atenção para o valor educativo do jogo e fizeram com que muitos educadores reconhecessem a importância de tal atividade
Os jogos recreativos sempre exerceram grande fascínio no ser humano, vindo, de século a século, aumentando o seu prestígio.Ao longo da evolução humana, o lúdico tem contribuído decisivamente para a evolução dos seres e do processo ensino-aprendizagem, colaborando na construção da cultura das diversas raças povos e sociedades. As regras e limites estabelecidos para o desenvolvimento dos jogos e o alcance de seus objetivos auxiliam na formação do caráter de maneira agradável, divertida, voluntária e consciente. O jogo recreativo permite que se estabeleça relação com o mundo, facilitando o entendimento e a adaptação do ser à realidade que o envolve nesta fase que se consolidam os hábitos, atitudes,valores e esquemas mentais que delineiam e direcionam a constituição da personalidade. Nas muitas vezes em que as potencialidades não conseguem ser identificadas, o jogo recreativo pode ser o agente que irá auxiliar nas atividades relacionadas ao ensino-aprendizagem. Deve-se ter em mente que, quando se aplica um jogo recreativo, produz-se nos jogadores uma excitação mental agradável. Ele deve, também, garantir e manter a espontaneidade dos participantes. Os JOGOS, quando utilizados de maneira correta e consciente, são muito eficientes para a fixação, a introdução e a transmissão do conhecimento de forma a atraente, motivadora e participativa.


QUEM SOMOS?
Recepção e apresentação dos participantes da oficina
-Dinâmicas
.Bonecos-crachás: desenhar e identificar com o nome.
.Formação e apresentação dos grupos e mediadoras

OBJETIVO DA OFICINA
“O homem só é homem quando de fato brinca.”(Friedrich Schiller)
Demonstrar através de atividades práticas e reflexivas a importância da ludicidade no desenvolvimento e fortalecimento das relações sociais e educacionais.
-Dinâmicas:
.Amor
.Bonecos-palito: em círculo, todos posicionam seus bonecos em posições livres. Giram em torno deles ao som de música, quando ela parar imitar a posição que estiver na sua frente.

ESTRUTURA DA OFICINA
Brincar e pensar: como aplicar a brincadeira executada na prática do programa? O que será preciso adaptar?

ATIVIDADES
1-O COMEÇO DE TUDO: A FAMÍLIA
-Interagir com os pais é uma forma segura de fortalecer os elos de ligação entre educando, família e educadores.
Dinâmicas:
.Balão: não deixe seu (filho/sonho) cair...
.Barbantes com cartões numerados...

BRINCAR NÃO TEM IDADE
Segundo Piaget (1978), as atividades lúdicas atingem um caráter educativo, tanto na formação psicomotora, como também na formação da personalidade das crianças. Assim, valores morais como honestidade, fidelidade, perseverança, hombridade, respeito ao social e aos outros são adquiridos. Os jogos com regras são considerados por Piaget (1978) como uma ferramenta indispensável para este processo. Através do contato com o outro a criança vai internalizar conceitos básicos de convivência. A brincadeira e os jogos permitem uma flexibilidade de conduta e conduz a um comportamento exploratório até a consecução do modelo ideal de se portar com o próximo, resultado de experiências, conflitos e resoluções destes (Bruner, 1968).
No jogo está a alma das relações humanas, é ali que as crianças se preparam inconscientemente para o mundo chamado de sério.

2-INTERAGINDO COM OS ALUNOS.
Sugestões de atividades(jogos, brincadeiras)
-BAMBOLÊ
Em círculo e de mãos dadas. O bambolê será colocado no braço de um participante e terá que dar a volta sem que ninguém solte as mãos. Todos devem passar por dentro do bambolê.

-PIPOCAS
Formar duas equipes e demarcar um espaço dividido com uma linha.
Cada participante recebe uma folha branca pra amassar e ser as pipocas.
Ao sinal do mediador, os grupos jogam suas pipocas do lado oposto. Ao sinal de final de tempo, quem ficar com menos pipocas em seu espaço é a equipe vencedora.

-BONECO DE BORRACHA
História psicomotora

-JOGO DA VELHA
Marcar no chão as linhas próprias do jogo da velha sendo que em cada espaço quadrado deve caber um participante. As duas equipes vestem seus participantes com coletes contendo “X” em uma e “O” na outra. O mediador auxilia na execução e as equipes vão posicionando suas “Peças”(alunos com coletes). Vence quem colocar suas peças em linha primeiro.

-CARRO E MOTORISTA
Em duplas. Traça-se um percurso no chão com linha e/ou obstáculos.
Um participante será o CARRO(de olhos vendados) e o outro o MOTORISTA(cujo guiará o carro com toques: no ombro direito, quando o carro tiver que virar à direita, no ombro esquerdo para virar à esquerda, na cabeça pra seguir em frente e nas costas pra dar a ré). Quem chegar ao objetivo primeiro vence.

-JOGO DA PIPA
Jogo competitivo entre 4 equipes que jogarão um dado para ganhar as “rabiolas” da pipa e retirar as nuvens. Se o dado cair com a cor preta deve-se tirar a última rabiola colocada. Para aumentar o desafio: determinar a ordem em que as rabiolas devem ser colocadas.


-ANEL NO BARBANTE
Em círculo. Todos seguram um barbante por fora. Um participante fica dentro do círculo, ele ficará de olhos fechados e ao abrir terá que adivinhar em qual mão está o anel em tempo determinado.

-BOLA E TECIDO
Em equipes, com espaços de saída e chegada determinados. Cada equipe deverá levar uma bola sobre um tecido até a chegada, dois ou quatro participantes segurando o tecido, um em cada ponta.

-BARANGANDÃ
Brinquedo folclórico confeccionado com fitas de crepom, jornal e barbante.
Pode-se movimentar aos som de músicas, em formas geométricas, numéricas, alfabéticas, abstratas, coordenadas.

-NINGUÉM É DE NINGUÉM
Em pares. Seguir os comando do mediador: “Pé com pé”, Cabeça com cabeça” “Barriga com barriga”e ao comando “Ninguém é de ninguém” trocam-se os pares. A brincadeira segue com outros comandos até um impossível e repete-se a frase de troca.

-PIQUE-SERPENTE
Pique-pega, sendo que os pegos vão segurando nas mãos uns dos outros formando uma fila que não se solta e continua perseguindo os demais. O último a ser pego será o próximo pegador.

-MEMÓRIA GIGANTE
Jogo coletivo com cartelas grandes para ser jogado coletivamente em ambiente amplo.
As figuras podem ser de temas de projetos ou formas lúdicas.

-ESPELHO
O pegador(espelho) fica parado de costas para os demais que ficarão longe e tentarão se aproximar. O Espelho irá se virar e quem ele perceber se movimentando deverá voltar à largada e recomeçar sua trajetória. Quem chegar primeiro será o próximo espelho.

-HISTÓRIA COM AMPULHETA
Em círculo. Um saco ou caixa com objetos irá passar. Cada um tira um objeto e fala uma frase sobre ele dentro do tempo determinado pela ampulheta. O próximo irá tirar outro objeto e falar dele continuando a história do participante anterior.

-CIRCUITO
Usar objetos simples para preparar um circuito que exija manobras corporais diversas. O circuito poderá ser executado individualmente, em duplas, trios e/ou equipes. Pode-se marcar o tempo para/da execução.

-FRASES COLETIVAS
Cada equipe/grupo irá receber uma folha com linhas nas quais escreverão palavras de acordo com o título da coluna: NOME, COM QUEM, FEZ O QUE, ONDE, QUANDO, PORQUE etc
Depois juntam-se as colunas para formar as frases.

-CAIXA DE AÇÕES
Como Batata-quente, quem ficar com o saquinho deverá pegar um papel e executar a ação nele escrita: Cantar uma música romântica, rodar um bambolê na cintura 10 vezes, ganhar um chocolate, andar sobre uma linha agachado, desenhar um retrato do melhor amigo na sala e lhe dar de presente etc

-CORRIDA DE BICHOS
Num saco estão cartões com nomes dos bichos. Cada equipe pega um. Ao sinal deverão ir ao ponto de chegada de acordo com os “passos” reais do bicho que está representando.

-BALÕES VOADORES
Dentro de um espaço definido, os participantes de cada equipe deverão encher um balão cada. Ao sinal soltam o balão, o que cair mais longe dá vitória ao grupo.

-GORILA ENJAULADO
Riscar dois círculos, um dentro do outro. O gorila fica no meio e demais no meio dos círculos. Estes tentarão tocar o gorila sem serem pegos. Se forem devem ir para o centro do círculo e viram gorilas.

-QUEM SOU EU?
Os jogadores em círculo amarram uma faixa na testa com o nome de um personagem. Este irá tentar descobrir quem é fazendo perguntas aos demais. Eles só poderão responder “sim” ou “não”. O primeiro que se identificar é o vencedor.

-LÁ VAI ÁGUA
Em círculo. Passar água de um copo para o que está na boca do próximo sem derramar.


ELEFANTES ou PASSARINHOS
Em círculo. Quando o mediador apontar pra alguém e disser “elefante” este imitar uma tromba com o braço. Os que estiverem ao seu lado devem colocar as mão no seu ombro.Quando disser “passarinho”, este deve fazer um biquinho com as mãos. E os do lado deve fazer suas asas batendo.

A CORRENTE
Em círculo, um será o sentinela e ficará no meio. Um jogador dirá “passo a corrente para Lúcia” e apertará a mão do próximo que fará o mesmo com o próximo disfarçadamente. O sentinela tenta descobrir por onde vai a corrente. Se chegar ao seu destino, diz: “recebido”.

BARRA-MANTEIGA
BANDEIRINHA
TRILHAS
SAI DA TOCA QUEM ou EU TE AMO PORQUE




CONCLUSÃO

“Pais e educadores precisam considerar que brincar é a melhor maneira das crianças preencherem o seu tempo, pelos benefícios que ele oferece do ponto de vista intelectual, social e emocional. Ao lado da satisfação das necessidades básicas de: nutrição, saúde, habitação e educação, é uma atividade fundamental para o desenvolvimento das capacidades potenciais de todas as crianças. Se não tivermos no presente uma atitude de respeito a elas para que façam as suas descobertas no seu próprio tempo, dificilmente teremos o futuro que almejamos.”Marilena Flores Martins(Professor Sassá,

O movimento não é apenas um simples mecanismo, mas um gesto expressivo de significados, que transmite ao outro nossa interioridade, tudo aquilo que passamos: alegria, saudade, dor, medo, ansiedade, desejos, afetividades etc”

(Galo, Sílvio. Filosofia e Cidadania. São Paulo, Papiros,1999)

“É inexorável. Não podemos voltar a ser crianças. No entanto, é necessário em nosso ofício de ensinar-aprender que nos deixemos contaminar,mesmo que por alguns instantes, pela criança encantada que nos habita, deixando brotar a espontaneidade, o improviso, o inusitado, o imprevisível e o possível. Artistas e crianças adoram experimentar, arriscar e inventar coisas que ainda não existem, mas que podem vir a existir”(Neusa Deconto. UNB,2003)


A ludicidade só acontece de forma plena e verdadeira quando é respeitado o prazer de brincar, criar, deslumbrar-se, descobrir-se por inteiro com todos os sentimentos positivos e negativos. “Brincar é pensar com o corpo inteiro” e não apenas intelectualmente, mas socialmente, emocionalmente, fisicamente, despertar a sensibilidade, a autoconfiança para que no futuro as escolhas, os caminhos sejam verdadeiramente seguros.
Tornar-se um adulto é muito bom, Porém, melhor ainda é cultivar a criança encantada e com ela engendrar alianças lúdicas, saber entrar e sair desse instigante e complexo jogo que é como a dança da vida ou muito parecido com ensinar/aprender.
Para trabalhar com crianças é imprescindível aprender a ser criança.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS(resumo)

DECONTO, Neusa. Educação, Arte e Movimento, PIE-UnB, 2003
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org). et. al. Jogo, brinquedo, brincadeira e a
educação. 3ª edição, São Paulo: Cortez, 2003.
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978
GOMES, Afonso Celso. O grande livro dos jogos. Belo Horizonte.Editora Leitura, 1998.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Oficina: Brincar e Registrar

Estávamos devendo esta postagem. Foi um dia muito divertido, sobre "brincar", é claro e a importância de "registrar"

As participantes entraram no "mundo simbólico" já no início da oficina!


E foram revivendo o prazer e a importância do brincar, do estimular o desenvolvimento da criatividade longe de estereótipos( como desenhos prontos, figuras recortadas pelo professor)...


A capacidade de se expressar através do desenho nasce com a criança, então falamos sobre a "expectativa" dos professores em busca da perfeição que acabam por limitar essa criatividade infantil, daí tantos adolescentes e adultos "bloqueados", que não "se arriscam" a desenhar ou produzir outras artes, por medo de não conseguir fazer tão bem quanto aos estereótipos que lhe foram dados...

Conhecer as fases do desenho infantil nos ajuda a conhecer melhor as crianças...

O modo como estruturar registros significativos e ricos em aprendizagens e descobertas...


Segundo Cunha (1999, p. 10), "para que as crianças tenham possibilidades de desenvolverem-se na área expressiva, é imprescindível que o adulto rompa com seus próprios estereótipos (...)" , assim, o professor tem que fazer parte do processo de descoberta da criança, desprezando os estereótipos e abrindo a mente para novas idéias e novos materiais, não só entendendo, mas vivenciando as linguagens da arte com a criança.

Exemplificamos com atividades reais de nossos pimpolhos como registrar, como propor registros significativos, desafiadores, estimulantes...

O progresso e interesse das crianças na "nossa linha do tempo letiva", como eles mesmos avaliam suas produções...

E foi assim, embora a gente não tenha colocado a pauta na íntegra foi assim, um momento de troca, estudos e descobertas que adoramos!

Beijocas à todas que participaram de Nice e da Rô

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um...dois..21! Todos aqui!








Eles chegaram, um tantinho curiosos, checando o ambiente e a nova professora.
Alguns já se soltaram logo...
Outros foram sendo conquistados...
Lindos!
E bem presentes! Oba!
Amanhã vamos nos reencontrar, será que sentiram saudades?
O que será que fizeram neste carnaval?
As preferências de cada um já estão aparecendo...
Tão companheiros e parceiros...
Obrigada, Papai do Céu, são duas belas turmas!
Beijocas das tias Nice e Rô

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Máscaras de Carnaval..para variar um pouquinho...

As ideias foram retiradas de vários sites/blogs da internet, a maioria citando professor Sassá
Caso seja de algum site que queira a divulgação nos informe, ok?
Beijocas de Nice e da Rô...


Apresentação da Professora


































Esta ideia, quer dizer, esta "inspiração" maravilhosa foi da professora Greice, do Cantinho Lúdico(http://cantinholudicodagre.blogspot.com/) e nós gostamos tanto que resolvemos testar, pois íamos trabalhar "a professora".
Começamos escrevendo informações básicas sobre nossas vidas, pintamos e colamos em folha dupla face e prendemos com argolas metálicas que permitem que acrescentemos mais páginas com novas informações posteriormente...

"Vou contar a história de alguém que existe de verdade e que vocês conheceram na escola"...Pronto, o suspense e a curiosidade estavam armados!














Como a professora Greice, íamos comentando e explorando de acordo com a leitura...














As crianças ficaram muito motivadas e sentiam uma "necessidade" imensa de perguntar e contar de suas vidas também...
"Eu não tenho nome da minha mãe no meu nome não, tia!" Quando a leitura foi totalmente concluída foi preciso reler para comparar quadro a quadro o que tínhamos em comum...
 Exploramos os locais da cidade, os tipos de casa
"A minha casa é de tijolos", "Todas as casas são de tijolos, não é tia?" "Não, a minha deu cupim, tia!"
"Bem, nínguém aqui é casado, é?"
"Mas eu tenho namorada!" "Minha mãe disse que criança não pode namorar!"
E quem tem bichinhos em casa? Quem tem cachorros? Gatos? "Eu tenho peixes"
 
 "Eu tenho só um irmão!" Eu também gosto de dançar...














"Oba! Então vamos brincar muito!"


"Você gosta de assistir filme com muita gente, né, tia?" 















"Eu também gosto de ler, eu leio todos os dias"..."Você já sabe ler?eu ainda não sei"




Quem gosta de brincar? Eu adorooo!
"Gente, percebeu como nós estamos combinando direitinho, acho que vamos nos dar muito bem, gostamos quase das mesmas coisas, que incrível!" eles adoraram quando disse isso .














Tia, eu já viajei de trem...

Quem gosta de chocolate?
Adivinha a resposta!
E o fim..."Ah, por isso que você é professora, né?"














"È, por isso mesmo, e é muito bom trabalhar fazendo aquilo que a gente gosta, porque aí a gente é feliz"...
Puxa, felizes ficamos mesmo com a riqueza dessa ideia, o tanto de explorações que será possível aprofundar, fazer novas leituras, interpretações, construções de um livrinho similar com as crianças sobre elas mesmas, com o tanto de "conteúdos" que abarca ...amamos muito,as crianças também...só temos a agradecer o compartilhamento pela professora Greice: Obrigada!
As crianças fizeram o desenho da professora com pincel e giz de cera, escreveram o nome delas e o nosso apelido...
Vamos aguardar a Reunião de Pais para expor as fotografias delas aqui, e de antemão revelamos: gente, nossas turminhas são fofas e lindas!
Beijocas felizes de Nice e Rô