terça-feira, 20 de abril de 2010

UM POUCO DE DIA DAS MAES


Hoje eu, a RÔ, vou falar como mãe: "LEMBRANCINHA DA CRIANÇA PARA SUA MÃE TEM QUE TER A ARTE FEITA POR ELA" E não falo apenas de uma foto, mas uma técnica artística desenvolvida pela criança, não importa o resultado, neste caso a INTENÇÃO, conta mais que tudo, a intenção da criança. É motivo de orgulho materno ver a obra prima de seu pequeno estampada num local a ser exibido por onde for possível mostrar....ufa! Falei! Hehehe...
É assunto sério, admirem, babem nas seleções de trabalhos(lindos e caprichados, por sinal) que fizemos na internet, nossas, em blogs, no Picasa, mas pensem em como seus alunos irão imprimir sua marca, delinear sua arte para que a lembrança escolhida fique com a cara deles, as mães irão amar, não tenham dúvida!

A foto pode ser de revista ou a foto da criança, neste caso a deixe pintar com cola colorida ou cola glíter, por exemplo.

a marca dos pés da criança ou a técnica de fazer o pezinho com o dorso da mão também é válido.
No lugar dos corações de EVA pode ser cola colorida ou recortes da criança. Acredite, vai dar certo fazer esta releitura!


Mais uma linda sugestão da OTO que também pode ser "relida"! As crianças podem fazer as letras de MAMÃE com EVA, barbante colorido, cola colorida ou recortar de revista...

LIVRINHO... A idéia é linda! Tente fazer cada página usando uma técnica artística diferente(pintura com guache, colagens de gravuras, desenhos, papéis diferentes, massinha...)














Hummmm..esse veio com a fonte, que mimo!

No lugar do feltro podemos usar outros tecidos ou tipos de papéis( papel de presente, crepom, fantasia, dupla face etc)


A criança pode pintar o pote com cola colorida, fica lindo!
Experimente deixar que as crianças recortem as florzinhas. Nós fazemos assim esse tipo de direcionamento: entregamos para a criança o quadradinho do tamanho que deve ser a gravura, então pedimos que desenhe(no caso a flor) do tamanho de todo o papel, depois ela recorta o próprio desenho...quanto mais faz, mais aperfeiçoa. Neste caso podem ser entregues quadradinhos de várias cores, um de cada vez ou todos ao mesmo tempo, vai depender do nível de independência da turminha.




A arte do pano de prato pode ser feita com impressão de giz de cera (aplicada com ferro quente)ou colagens de tecido( com cola para tecido) pela própria criança.



As flores são de caixas de ovos, que podem ser pintadas com cola colorida ou tinta guache pelas crianças.

No local da fotografia a criança pode colar uma gravura maior de revista de uma mulher que pareça com sua mãe ou desenhá-la usando guache, cola colorida etc
http://picasaweb.google.com/tiafabiolacristo



http://picasaweb.google.com/elinete.bonfimminto/DiasDasMaes#


Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas.
O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos.
O mar seria um jardim e os barcos seus carrinhos.
Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas.
Conversaria com a lua sobre as crianças estrelas
Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins.
Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins !!!!
Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes.
Pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.
Toda mãe é um pouco fada...Nossa mãe fada seria.
Se a bruxa fosse mãe, seria uma mãe gozada;
Seria a mãe das vassouras, da família vassourada.
Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
Faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras,
Sentariam comportadas, teriam boas maneiras.
Cada mãe é diferente.
Mãe verdadeira ou postiça,
Mãe vovó ou mãe titia, Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice.
Toda Mãe é como eu disse!
Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora,
Ri, esquece, lembra e chora,
Traz remédio e sobremesa......
Tem até pai que é "tipo mãe"...Esse, então, é uma beleza !!!!!
Sylvia Orthof - editora Nova Fronteira
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A NOSSA JÁ ESTÁ SENDO FEITA...TÁ FICANDO LINDA! hehehe...depois postamos!
Se alguma obra não estiver com o devido crédito aceitamos ajuda para indicar já que muitas foram tiradas dos albuns do Picasa onde encontramos varias ideias similares em páginas diferentes...o nosso objetivo é "centralizar as boas ideias" sugerindo novas formas de brincar( bem sério!)
BEIJOS CARINHOSOS
NICE E RÔ!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ROTINA-TRABALHANDO O CALENDÁRIO


Para a criança da Educação Infantil a noção de tempo, dias da semana é uma conquista que é possível através do trabalho de rotina(todo dia) com o calendário.
Fizemos assim:
*Tentamos simplificar ao máximo as informações: ano, mês, dias da semana, atividade do dia, dias do mês;
*Primeiro a exploração do CALENDÁRIO COLETIVO:
-Exploração do ano e nome do mês;
-Identificação do dia da semana com questionamentos simples como: qual é o dia da semana de hoje? hoje é o segundo dia da semana, então hoje é... segunda-feira é o dia número 2 da Criação(por causa do nosso projeto) etc
-Identificar a atividade do dia(todo dia trabalhamos meio periodo em sala e meio período fora de sala): hoje é terça-feira, então é nosso dia de...(parque 1 - parque com areia)
-Identificação do número do mês: então hoje é terça-feira, o terceiro dia da semana e dia do nosso parque com areia( colocando o dedo no nome do dia da semana e depois no desenho da atividade principal externa- porque na verdade é dia de parque e de atividades psicomotoras no pátio-descendo o dedo atéencontrar o numeral ) então hoje é dia "6" de Abril...
-Trabalhar antes e depois: ontem foi o dia "5" e quem fez o desenho do dia foi "fulano" e, -seguindo a lista de nomes afixada na porta do armário da sala- hojé é dia de "beltrano" desenhar no dia número "6" da terça-feira...

*EXPLORAÇÃO DO CALENDÁRIO INDIVIDUAL

-Fica colado no caderno de desenho de cada um;
-Eles completam as informações a cada dia, a cada exploração: escrevendo os numerais dos dias da Criação-dias da semana-desenhando as atividades de cada dia, e ilustrando o dia em questão...
-Para que encontrem o dia no seu calendário pedimos que tentem encontrar o número "x" e por o dedo sobre ele, se tiver encontrado pode seguir desenhando, caso contrário, vamos dando dicas para que a criança encontre: está depois do 5, embaixo do desenho "tal", pertinho do seu desenho "tal" etc
-Quando a criança falta é escrito um "F" dentro do quadrinho do calendário dela;
-Os nomes dos aniversariantes também são escritos no calendário coletivo para contarmos quantos dias falta para cada aniversário e situarmos em que dia estamos, do mês e da semana;
-IMPORTANTE: como todos querem participar logo aprendem a sequencia dos nomes da lista para ver quando será o próximo... e alguns até antecipam: depois de fulano é a minha vez... amanhã eu que vou desenhar...
e, assim, vão sistematizando a noção de tempo...sem pressa!
Se você gostou, comente essa!
Beijinhos de NICE e da RÔ!

terça-feira, 13 de abril de 2010

COISAS DE ÍNDIO!










O computador está meio temperamental agora, então vamos continuar as postagens neste artigo amanhã(hehehe)




COLAR DE CONTAS
Você vai precisar de:
– barbante ou cordão fino
– macarrão furadinho;
– álcool e anilina colorida.
Como fazer:
1. Disolva a anilina no álcool e deixe o macarrão tingir.
2. Retire o macarrão da anilina e deixe-o secar à sombra.
3. Pegue um pedaço do barbante e deixe a criança enfiar o macarrão, um a um.
4.Pode intercalar macarrão com fitas de crepom ou de papel revista colorido recortado em forma de triângulos
5. Depois, dar um nó nas pontas.
BEIJOOOCAS DA NICE E DA RÔ!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

VAMOS BRINCAR DE ÍNDIO!!!


Meninos e meninas indígenas brincam muito. Através de brincadeiras, eles aprendem várias coisas: caçar, pescar, plantar, fazer panelas de barro, trançar cestos e outras coisas mais. As crianças sempre acompanham seus pais nessas tarefas. Nas aldeias, as crianças brincam com os seus animais de estimação: cachorro, arara, macaco, coati e papagaio. Muita farra nos banhos de rio e nas corridas pela mata. Aprendem muito com as histórias contadas pelos índios mais velhos sobre animais e plantas, origem do mundo, além da própria história do seu povo e de seus costumes. Muitas brincadeiras tradicionais brasileiras têm influência indígena.

1-"CAÇADA ESQUISITA"
Cada equipe, usando seus colares, recebem uma lista constando de vários objetos, que deverão procurar na própria sala, no pátio e onde mais for possível esconder, o que foi feito com antecedência pelo professor. Esses objetos serão, sempre que possível, nas cores de cada equipe, para evitar que uma não pegue os objetos de outra. Todos os objetos da lista serão em quantidades iguais a todas as equipes exceto o amuleto que terá apenas um.
Procurar os objetos listados abaixo. Procure sempre pela cor de sua equipe.10 penas de ave, 5 folhas secas, 1 flor, 3 espigas de milho, 2 pedras redondas, 1 amuleto de biscuit (bichinho de massinha), 1 graveto em forma de y, 3 sementes.
Vence a equipe que conseguir reunir todos os objetos pedidos, portanto, a que conseguir encontrar todos os objetos pedidos incluindo o amuleto, que terá só um escondido.

2-SOL E LUA - üacü rü tawemüc’ü
Essa brincadeira também é conhecida em outras localidades com outros nomes como PASSARÁ DE BOMBARÉ.
Crianças dispostas em coluna por um, segurando na cintura do que está à frente. Duas outras crianças, representando o SOL E A LUA, fazem uma "ponte", mantendo as mãos dadas acima. Cantando, as crianças passam sob a ponte várias vezes. Numa das vezes o Sol e a Lua prendem o último ou os dois últimos. Perguntam-lhe para que lado querem ir. A criança escolhe e vai colocar-se atrás do Sol ou da Lua. E assim continuam até terminar. Quando todas as crianças passam, têm-se dois partidos. A duplas mantém os braços dados, e todos mantêm-se segurando na cintura do colega da frente. Vão puxar-se, para ver que partido ganhará. Ganhará aquele grupo que conseguir "puxar" o outro. E puxam várias vezes, marcando ponto para quem consegue derrubar ou desarticular o outro partido.
Nesse jogo vê-se não somente o uso da força. Surge a questão do poder de decisão, que é colocado em evidência. É dada à criança a opção de escolha do partido ao qual quer pertencer. Além disso é também trabalhada a noção de equipe, de conjunto, pois é todo um partido fazendo força para puxar o outro partido.





3-CABAS - Maë
Essa é uma brincadeira conhecida em todas as comunidades por nós visitadas. As crianças são divididas em dois grupos: um de roçadores e outro que representa as cabas. Essas sentam-se frente à frente numa pequena roda, cada uma segurando na parte de cima da mão do outro, como se fosse o ninho de cabas. Cantam e balançam as mãos para cima e para baixo. Os roçadores fazem movimentos com os braços, como se estivessem roçando sua plantação até chegar próximo ao ninho de caba. Um deles, sem perceber bate no ninho e as cabas saem a voar e a picar os roçadores. É um salve-se quem puder.
As cabas ou marimbondos são insetos muito comuns nas matas. Uma picada de caba pode ocasionar muita dor, febre e moleza na pessoa, que às vezes fica um dia sem poder trabalhar, dependendo do local onde foi picado. A moral dessa história é que "quem mexe em casa de caba acaba picado por ela".
O nosso informante, Senhor João Farias, morador dessa localidade, explicou algumas passagens da história dos Tikunas, inclusive a origem dessas brincadeiras. Ele disse que "Yoí foi o primeiro homem que existiu. Ele era só no mundo. Então, perto dele existia essa caba. O nome dessa caba era MATIE. Mas essa caba não queria que Yoí existisse, nem que ninguém existisse no mundo. A caba vivia brigando o tempo todo com Yoí. Quando Yoí tirou as crianças do seu joelho (a origem dos Tikunas conta que Yoí e seus irmãos nasceram do joelho de Nhupata, pai de todos), a caba continuou querendo matá-lo e as crianças também. As cabas viviam numa casa, construída no galho da árvore, que balançava ao vento. Então essa história conta essa briga do Yoí com as cabas".
É exatamente essa a história que as crianças contam nessa brincadeira. Até os movimentos do ninho balançando na árvore é bem representado pelas mãos colocadas uma sobre a outra.

4-GAVIÃO E GALINHA - O’ta i inyu.
Uma criança mais forte é escolhida para ser o gavião, ave forte e comedora de pintinhos. Outra criança representa a galinha, que fica de braços abertos, tendo atrás de si todos os seus pintinhos. O gavião corre para tentar comer um dos pintos, mas só pode pegar o último. A galinha tenta evitar dando voltas e mais voltas, impedindo que o gavião pegue seu pintinho. O gavião só pode pegar o pinto pelo lado. Não pode tocar por cima. Quando ele consegue, come o pintinho, ou seja, a criança fica de fora da brincadeira. Algumas vezes a criança passa a ser também gavião.
Essa é uma brincadeira comum entre as crianças. Quase todos conhecem. Em outra localidade pode até mudar de nome, mas sempre há a figura do gavião como aquela fera que vem para comer os pequenos animais que não podem se defender.
O Sr. João Farias explica que "essa brincadeira existe desde o tempo de Yoí. Esse mesmo povo, os Tikunas, existiam e então apareceu uma fera, no caso o gavião, que na gíria se chama INYU. Essa fera vinha pegar crianças e velhos que não sabiam se defender. Um dia a fera deixou de aparecer. E para não morrer a tradição, hoje as crianças brincam de gavião e galinhas, representando a história, que um dia foi verdadeira".

5-MELANCIA - Woratchia
Crianças representam as melancias, ficando agachadas, em posição grupada, com a cabeça baixa, espalhadas pelo terreno. Existe o dono da plantação de melancias, que fica cuidando, com dois cachorros. Existe outro grupo, que representa os ladrões.
Os ladrões vêm devagar, e experimentam as melancias para saber quais estão no ponto de colheita, batendo com os dedos na cabeça das crianças. Quando encontram uma melancia boa, enfiam-lhe um saco, e saem correndo com ela. É aí que o cachorro corre atrás do ladrão para evitar o roubo.
Quer nos parecer que essa brincadeira é representativa do mundo diário e cotidiano dos Tikunas. A melancia é uma das frutas mais cultivadas por eles na várzea. A figura do ladrão é representativa daqueles que não trabalham, preferindo roubar o que encontram pronto. E o cachorro, sempre fiel ao seu dono, é a segurança do dono da plantação.
6-VIDA
Jogo de bola semelhante à "queimada". Dois partidos, em seus campos. Uma criança lança a bola e tenta acertar em alguém do outro partido. Se conseguir acertar e a bola cair no solo, a criança "queimada" sai do jogo.

7-CURUPIRA
Uma criança fica com os olhos vendados. A outra vem e faz com que aquela dê três voltas girando. Depois, ela pergunta: "que que tu perdeu"? E ela responde "perdi uma agulha; perdi um terçado; E todas as crianças fazem suas perguntas. Quando chega a vez da última criança, esta pergunta-lhe o que o Curupira quer comer. Quando o curupira tira a venda e vê que não tem a comida que ele pediu, sai correndo atrás das crianças e todos saem em disparada para não serem apanhados. Quem for apanhado passa a ser presa do curupira ou vai desempenhar o seu papel
Essa brincadeira assemelha-se a algumas do nosso conhecimento, tipo "cabra cega". Não conseguimos entender por que chama-se Curupira. O Curupira é uma figura lendária amazônica que tem a cabeça virada para trás. Não há nada na brincadeira que lembre a figura do Curupira.

8-PIRARUCU
Em círculo, de mãos dadas, uma criança no centro. Essa criança que está no centro desloca-se e ao pegar no braço do colega pergunta-lhe "qual é essa madeira?". A outra criança responde pelo nome de uma madeira da região. A seguir, o "pirarucu" apoia-se e senta-se nos braços de dois colegas, que o lançam para o ar. Prossegue assim até terminar a roda. Quando termina, começa a fuga. O pirarucu corre e tenta sair do "lago" simbolizado pela roda. O colegas, de mãos dadas, tentam impedir a saída com os braços, que representam madeiras fortes. Quem não consegue evitar a saída vai substituí-lo.
9-TUCUXI
Essa brincadeira é feita dentro d’água. São dois grupo de crianças, representando os botos e os pescadores. Os botos permanecem mergulhando e boiando. Quando saltam fora d’água, os pescadores tentam acertá-los com as flechas. Quem for flechado, morre e se quiser, troca de papel.
O boto Tucuxi é uma figura das mais tradicionais no imaginário popular amazônico. As histórias de boto são muito contadas e todas remetem ao fato de que o boto aparece nas festas, como um homem bonito, de branco e usando chapéu. É sempre disputado entre as mulheres, dada a sua classe e beleza. Mas no final da festa ele some jogando-se nas águas, retornando à sua condição de boto, deixando moças grávidas, na terra, cujos filhos não terão pais. Talvez por isso, na brincadeira, o objetivo maior é matar o boto.

10-CORRENTE
Crianças dispostas em fileira, de mãos dadas. A última será o guia a puxar a corrente, e virá passar por baixo dos braços das duas primeiras. A penúltima criança da corrente nunca passa por baixo, ficando com o braço cruzado à frente de corpo. Na continuação, passarão por baixo dos braços de cada dupla, até terminar. E ao terminar, estarão todos de braços cruzados à frente do corpo.

*********BRINQUEDOS INDÍGENAS********

ARCO E FLECHA E BALADEIRA (estilingue)
Antigamente as crianças brincavam muito de arco e flecha e de baladeira. Porfiavam principalmente em duas situações: para ver quem "balava" mais passarinho, ou para ver quem flechava mais calango.
Para confeccionar a baladeira as crianças usavam a seguinte estratégia: apanhavam uma tala de uma folha de árvore, tipo talo de mamão, que tem um orifício. Tampavam um lado e enchiam de látex. Deixavam secar e depois retiravam o fio grosso de borracha para fazer o brinquedo.
As flechas e os arcos eram confeccionadas por eles, ensinados pelos pais e avós. Usavam o talo de buriti para confeccioná-los. As crianças juntavam-se e treinavam, procurando melhorar a pontaria. Para treinar, matavam os calangos.

COQUITA
A coquita é a semente de uma árvore, tendo a forma de um pequeno sino. Para preparar a coquita, atrela-se um cabinho de madeira amarrado à parte externa dessa semente, deixando o fio com um comprimento de pelo menos 30 cm. Para executar o jogo, segura-se pelo cabo com uma só mão, colocando-o embaixo da coquita . A seguir movimenta-se lançando a coquita para cima, de forma que execute um giro no ar e caia de boca para baixo, exatamente em cima do cabo de madeira.
Repete-se contando o número de acertos, até que o jogador erre. Ganha quem fizer o maior número de pontos. Há quem acerte mais de duzentas vezes.
A coquita parece tipicamente tikuna, e a árvore também é típica da região.


PIÃO
O pião é um tipo de brincadeira muito encontrado em muitas comunidades principalmente em São Leopoldo e na área de São Paulo de Olivença. As crianças brincam muito de pião e há várias formas de disputa.
1. Traça-se uma linha no solo e joga-se o pião para ver quem acerta na linha.
2. Trata-se um círculo no solo e joga-se o pião para ver quem acerta mais próximo do centro.
Em ambos os casos, quem está mais perto da linha, retoma seu pião na mão, e joga em cima do outro pião, tentando colocá-lo mais longe. Às vezes o pião é ferido, partindo-se.
3. Lançar ao ar, e aparar em uma das mãos.
O pião é confeccionado pela própria pessoa.

PETECA (bola de gude)
Antigamente era feita de barro. Confeccionavam 40, 50 bolinhas. Quando secavam, estavam prontas para uso. Há vários tipos de disputa, inclusive a dinheiro.
1. Colocar bolinhas na linha traçada no chão. A alguns metros, outra linha é traçada. Dessa linha é que os jogadores vão fazer o jogo. Têm de jogar e acertar as bolinhas que estão na linha. Quando acertam, ganham uma bolinha.
2. Roda traçada no solo, com as bolinhas dentro. A dois ou três metros traça-se uma linha, que será o ponto de partida. Desta linha os jogadores jogam as bolinhas para acertar as que estão no círculo, levando-as para fora. Quem acertar, ganha a bolinha.
3. Outra forma é traçar um triângulo, e colocar uma bolinha em cada vértice. Da mesma linha distante os jogadores vão jogar, para tentar acertar nas bolinhas, tirando-as do lugar. Quem acerta, leva.

MOTO-SERRA
É confeccionada pelas crianças e pode ser feita de duas tampinhas de refrigerante, tipo chapinhas, aplainadas. Furam-se dois buracos no centro das tampinhas, e passa-se um fio por entre eles, amarrando-se as pontas. Prende-se nos dedos médios e com movimentos de aproximação e distanciamento dos dedos, a cordinha vai enrolando e desenrolando, e as tampinhas, parecendo duas rodinhas, giram ora num sentido, ora no outro. A disputa consiste na tentativa de cortar as linhas do brinquedo do colega. Se tocar no corpo, é possível que corte. Por isso, moto-serra.

LANÇAMENTO DA BOLINHA DE BARRO
A crianças confeccionam bolinhas de barro, espetando-as na ponta de um espeto. A seguir lançam ao rio, para ver quem lança mais distante. Hoje já quase não se vê essa disputa. Em geral as crianças gostam mesmo é de brincar na água, subir nas árvores, "balar" passarinhos e jogar bola.


CAMA DE GATO
Cama de gato é uma brincadeira infantil em que se constrói formas com barbantes presos às mãos.O jogo cama de gato foi criado por culturas indígenas, mas, hoje, crianças do mundo inteiro jogam.
Como jogar:Providencie um metro de barbante, una as duas pontas com um nó, convide um amigo e então, decidam quem começa o entrelace com as mãos. Depois que a primeira cama de gato estiver armada, o outro participante tem o desafio de transformá-la em uma nova sem desmontar e assim vai…Siga as instruções das imagens e tente não se enrolar!

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças – Ano 21 / N. 191/ Julho de 2008
Beijocas de NICE e da RÔ!

domingo, 4 de abril de 2010

DATAS COMEMORATIVAS - ABRIL


01 · Dia da Mentira
01 . Dia da Abolição da Escravidão dos Índios - 1680
02 · Dia do Propagandista
02 · Dia Internacional do Livro Infantil
04 . Páscoa
04 · Dia Nacional do Parkinsoniano
07 · Dia do Corretor
07 · Dia do Jornalismo
07 · Dia do Médico Legista
07 · Dia Mundial da Saúde
08 · Dia da Natação
08 · Dia do Correio
08 · Dia Mundial do Combate ao Câncer
09 · Dia Nacional do Aço
10 · Dia da Engenharia
12 · Dia do Obstetra
13 · Dia do Office-Boy
13 · Dia dos Jovens
13 . Dia do Hino Nacional -1º Execução do Hino Nacional Brasileiro -1831
14 · Dia Pan-Americano
15 · Dia da Conservação do Solo
15 · Dia Mundial do Desenhista
15 · Dia do Desarmamento Infantil
16 . Dia da Voz
18 · Dia Nacional do Livro Infantil


18 · Dia de Monteiro Lobato
19 · Dia do Índio

19 · Dia do Exército Brasileiro
20 · Dia do Diplomata
20 . Dia do Disco

21 .Aniversário de Brasília -50Anos
21 · Tiradentes
21 · Dia da Latinidade
21 · Dia do Metalúrgico
21 . Dia do Policial Civil
21 . Dia do Policial Militar
22 · Descobrimento do Brasil
22 · Dia da Força Aérea Brasileira
22 · Dia da Comunidade luso-brasileira
22 . Dia do Planeta Terra


23 · Dia de São Jorge
23 · Dia Mundial do Escoteiro
23 . Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor
23. Dia Nacional da Educação de Surdos
24 · Dia do Agente de Viagem
24 · Dia Internacional do Jovem Trabalhador
25 · Dia do Contabilista
26 · Dia do Goleiro
26 · Dia da 1ª Missa no Brasil
27 · Dia da Empregada Doméstica
27 · Dia do Sacerdote
28 · Dia da Educação
28 · Dia da Sogra
30 · Dia do Ferroviário
30 · Dia Nacional da Mulher

ROTINA - O QUE VAMOS FAZER HOJE?


As crianças aprendem e se tormam mais autônomas quando sabem o que vai acontecer. Saber o dia da semana é algo fundamental para o planejamento e avaliação das atividades na educação infantil. As crianças são curiosas e relacionam com facilidade as atividades de cada dia quando estas fazem parte de uma rotina.
Em nosso caso, a rotina nos espaços é sempre a mesma durante a semana, o que muda são as atividades, a exploração das mesmas, os conteúdos trabalhados em cada local.
Nesta atividade as crianças desenharam a atividade diferente e principal de cada dia da semana após a exploração dos dias da Criação. Em seguida levaram para casa para que os pais também possam ter esse controle e auxiliar-nos melhor enviando a criança com roupas e objetos adequados para cada dia.
O mesmo foi feito com o calendário individual e coletivo, assim, as crianças sempre relacionam a atividade ao dia da semana e aprende a sequencia de forma mais lúdica e prazerosa, como deve ser!


Beijos de NICE e da RÔ!

OVINHOS PINTADINHOS


Após a história "O coelho, a velhinha e a Galinha"(já postada por nós), pintamos as cascas de ovinhos de galinha que as crianças trouxeram de casa com tinta guache e enfeitamos com cola colorida. O suporte é o fundo da caixa de ovos comum que também foi pintada com guache.
Beijos de NICE e da RÔ.

ANTES QUE ELAS CRESÇAM



Ainda me assusto com o tempo...cadê o meu bebê? Agora tenho que repetir o tempo todo que ela já é uma mocinha...
Será que estamos aproveitando bem o tempo com nossos filhos? Com quem eles brincam mais, sorriem mais? Conosco ou com a professora? Ainda dá tempo de aproveitar mais o tempo que nos resta? É hora de pensar mais sobre o assunto...

ANTES QUE ELAS CRESÇAM

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós..
Affonso Romano de Sant'Anna


FELIZ PÁSCOA!
QUE O COELHINHO ENCHA SUA VIDA DE ALEGRIAS E MUITAS, MUITAS BRINCADEIRAS!
BEIJOS DOCES DE
NICE E RÔ.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

VIVA A PÁSCOA!

A PÁSCOA...PASSO A PASSO...
Para integrar a Páscoa ao tema do nosso Projeto: "África, aqui vamos nós: um safari rumo à Copa 2010" fizemos este tapete para contar a história "O Coelho da Páscoa(conto russo) durante a atividade na Casinha de bonecas de nossa escola.
As possibilidades de explorações foram muitas: quantidades, cores, valores, animais, sabores, cuidados, percursos, natureza, ambientes geográficos, relação biunívoca, atenção, interpretação etc
Depois, as crianças receberam 7 quadradinhos de cores diferentes(de acordo com o que apresentamos na história) para recortarem 7 ovinhos e colarem no caderno.
Com guache imprimimos as digitais que depois de secas se transformaram em coelhinhos.
Por fim, numeramos os ovinhos de 1 á 7.
As crianças procuraram as palavras significativas, após as devidas explorações, na letra dessa música que explica bem o significado da Páscoa.

Os bastidores. Após pesquisarmos decidimos nós mesmas fazermos os ovos para nossos alunos. Nossa colega Eliane nos orientou e deu preciosas dicas. Ai fizemos estas maravilhas que ficou do jeitinho que a gente queria: grande e gostosinho ! Hummm!
Os saquinhos foram inspirados em várias idéias. A cabecinha foi do blog "Eu que Fiz".
Depois fomos montando do nosso jeitinho. O saquinho é de TNT, e os nomes foram escritos com cola colorida relevo.

Depois de pronto, ficaram assim!



No grande dia, esta foi a apresentação que fizemos preparada pela Coordenação Pedagógica de nossa escola para explicar o significado da Páscoa.

Mas quem explicou mesmo foi "Jesus", que conversou com as crianças e contou tudinho.
Detalhe: Cristo e o soldado presentes são os atores que encenam a Via-Sacra no Morro da Capelinha(para aproximadamente 150.000 pessoas) em Planaltina-DF.

A coelhinha tá enamorada...será que gostou?
Beijoquinhas de NICE e da RÔ